Horto de Espécies Medicinais, Alimentícias e Condimentares da Faculdade de Ceilândia
Capuchinha
Galeria de fotos:
Botânica
Nome científico: Tropaeolum majus L.
Nomes populares: Capuchinho, chaguinha, mastruço-do-peru, flor-de-sangue, agrião-do-méxico, nastúrcio, agrião-da-índia, flor-de-chagas
Origem: Nativa das regiões montanhosas do México e Perú.
Composição: Glicosinolatos (0,1%): estão presentes no óleo essencial, principalmente a glicotropeolina. Terpenóides, vitamina C (300mg/100g de planta fresca), carotenóides, ácidos orgânicos (ácidos málico e clorogênico), flavonóides (rutina e isoquercetina), sais minerais.
Cultivo
Época de plantio: todo ano
Propagação: estacas ou sementes. Espaçamento 50 x 60 cm.
Adubação: adubo orgânico
Habitat: prefere regiões frescas, sombreadas, com solo bem drenado e com boa adubação. Prefere meia sombra.
Época de colheita: após 2 meses após o plantio.
Condições de manejo: Devem se colher as folhas adultas, flores totalmente abertas e sementes. As folhas e flores devem ser secas em separado das sementes, devido à diferença de umidade entre elas.
Seus botões florais em forma de picles substituem as alcaparras
Usos
Parte utilizada: Folhas, flores e sementes.
Indicação: Expectorante, antiescorbútica, diurética, tônica, depurativa, aperiente e para infecções do sistema respiratório e urinário. Também é usado como antimicótico, analgésico e contra queda de cabelos. Para dor de garganta costuma-se comer as flores frescas. Toda a planta é considerada comestível. Os frutos verdes são consumidos como substituto da alcaparra, quando maduros são usados como laxantes.
Forma farmacêutica preferencial: infusão e tintura
Posologia: Infusão (2-3%): 3 folhas grandes em 150 mL de água. Tomar 1 xícara 2 a 3 vezes ao dia. Infusão (20%) de flores e folhas para uso externo.
Tintura: 10g em 100 mL. Tomar 50 gotas diluídos em água 1 a 3x ao dia.
Contra indicação/ precaução: Evitar seu uso em grávidas, lactantes e em pessoas com úlceras gastrointestinais. Não administrar em crianças pequenas nem em pacientes com hipotireoidismo.
Interação medicamentosa ou com alimentos:
Referências:
ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004.
LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.
