Horto de Espécies Medicinais, Alimentícias e Condimentares da Faculdade de Ceilândia

Aroeira-pimenteira

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Botânica
Nome científico: Schinus terebinthifolia Raddi

Nomes populares: pimenta-rosa, aroeira-vermelha, aroeira pimenteira, aroeira-mansa e aroeira-da-praia

Origem: Nativa da América Central e do Sul, especialmente no Brasil, ao longo da Mata Atlântica

Composição: Resinas, hidrocarbonetos terpênicos, ácido pirogálico, óleo essencial, alquil-fenóis, mono-, sesqui- e triterpenóides e outros fenóis.

Cultivo
Época de plantio: Durante todo o ano

Propagação: Sementes e estaquia (raiz e caule). O plantio no campo deve ser realizado 90 dias após o procedimento de repicagem, quando as mudas atingem aproximadamente 25 cm de altura. Antes do plantio em local definitivo, aconselha-se que as mudas selecionadas sejam submetidas ao processo de aclimatação, com o objetivo de reduzir o índice de mortalidade. Para a propagação por estacas, recomenda-se as caulinares com diâmetro médio apresentam maior taxa de sobrevivência e enraizamento principalmente no período primavera/verão. Após 3,5 a 4 meses as mudas devem ser transferidas para local definitivo

Adubação: Pleno sol e substrato argiloso

Habitat: Comum em beira de rios, córregos e várzeas, entretanto cresce também em terrenos secos e pobres.

Época de colheita: Entre janeiro e julho (ou quando os frutos estiverem maduros após o plantio). Os frutos devem ser colhidos quando atingirem a coloração róseo-vermelho. Para a separação das sementes, os frutos devem ser macerados, e lavados com água corrente para separação das cascas. As sementes devem ser submetidas ao processo de secagem, utilizando peneiras, dispostas em ambientes ventilados, ou em temperaturas inferiores a 40ºC

Condições de manejo: O fruto quando verde, pode ser tóxico, o uso é recomendado apenas quando amadurecido (vermelho). O manejo deve ser cuidadoso e sempre lavando as mãos depois de tocá-la.

Reflorestamento para recuperação ambiental, é uma das espécies mais procuradas pela avifauna. Muito cultivada como ornamental/arborização e em projetos de reflorestamento, sendo seus frutos são muito utilizados na culinária.

Usos
Parte utilizada: Casca do caule seca, folhas e fruto (condimentar).

Indicação: Cicatrizante, anti-inflamatória, antisséptica tópica. Também é indicada contra cervicite e cervico-vaginite crônica. O uso das folhas na lavagem de feridas e úlcera é comum pela ação anti-edematosa. Na forma de decocção em banhos de assento após o parto como anti-inflamatório e cicatrizante, ou como medicação caseira para o tratamento de doenças do sistema urinário e do aparelho respiratório, bem como nos casos de hemoptise e hemorragia uterina. Encontra-se na literatura o uso dos frutos como cicatrizante e anti-inflamatório, mas a eficácia não foi comprovada cientificamente.

Forma farmacêutica preferencial: decocto.

Posologia:
Decocção: 1 g de cascas em 150 mL de água. Fazer banho de assento três a quatro vezes ao dia.

Contra indicação/ precaução: deve ser cauteloso por causa da possibilidade do aparecimento de fenômenos alérgicos na pele e mucosas. A resina do tronco em contato com a pele causa dermatite.

Interação medicamentosa ou com alimentos: Sem relatos de interação.

Bibliografia

EMBRAPA. Aroeira-Pimenteira Schinus terebinthifolius. Disponível em: <https://www.alice.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/1140197/1/Especies-Arboreas-Brasileiras-vol-1-Aroeira-Pimenteira.pdf>. Acesso em 10/04/2022.

FIOCRUZ. Schinus terebinthifolius Raddi. Disponível em: <https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/15842/2/34.pdf>. Acesso em 10/04/2022.

APREMAVI. Aroeira-vermelha, uma pimenta aromática do Brasil. 2021. Disponível em: <https://apremavi.org.br/aroeira-vermelha-uma-pimenta-aromatica-do-brasil/>. Acesso em 10/04/2022.

FIOCRUZ. Possíveis interações medicamentosas de fitoterápicos e plantas medicinais incluídas na relação nacional de medicamentos essenciais do SUS: revisão sistemática. Revista Fitos. Disponível em: <https://revistafitos.far.fiocruz.br/index.php/revista-fitos/article/view/811/992> Acesso em: 10/04/2022.

PPMAC – Portal de Plantas Medicinais, Aromáticas e Condimentares. Aroeira-da-praia. 2015. Disponível em: <https://www.ppmac.org/content/aroeira-da-praia>. Acesso em 10/04/2022.

Schinus terebenthifolia. Disponível em: https://fitoterapiabrasil.com.br/planta-medicinal/schinus-terebinthifolia. Acessado em: 20/10/25

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