Horto de Espécies Medicinais, Alimentícias e Condimentares da Faculdade de Ceilândia

Capim-Limão

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Botânica
Nome científico: Cymbopogon citratus. DC (Staph)

Nomes populares: Capim-santo, capim-limão, capim-cidró e capim-cidreira.

Origem: Índia. Ocorre em todo Brasil, à beira de estradas ou cultivada, adaptando-se muito bem ao clima quente.

Composição: Ácidos, Alcalóides, Álcoois, Aldeídos, Cumarinas, Fitosteróis, Flavonoides, Óleos essenciais

Cultivo
Época de plantio: Na primavera, nas primeiras chuvas.

Propagação: Mudas. Vegetativamente, por meio dos perfilhos.

Adubação: Plantio em solo de região menos úmida e com temperatura entre 21-26ºC. Percebe-se maior aceitação ao adubo orgânico, como esterco bovino.

Habitat: Solo descampado, comum em áreas com mais exposição ao sol.

Época de colheita: deve-se ser realizada no período da manhã entre 9 e 11 horas, de 3 a 6 meses após o plantio, e de 10 a 15 cm acima do solo, sempre com intervalos de 40 a 50 dias.

Condições de manejo: desenvolvendo-se melhor em clima tropical e úmido. A irrigação deve ser realizada 1 vez por semana. Cultivado preferencialmente a plano sol. Atentar-se para o uso de EPI ao manuseá-lo, evitando cortes na pele. Priorize podas regulares, a fim de favorecer folhas saudáveis. Dê preferência por adubo orgânico, como esterco bovino, e evite solos encharcados.

A secagem é realizada em estufa com ar circulante a temperatura de 45°C/36 horas. Após este procedimento a droga vegetal deve ser picada em fragmentos de 3 cm e armazenada em ambiente sem umidade, podendo ser utilizada por um período de 6 meses.

Esta espécie não tolera geadas, e estiagem, podendo afetar a produção e qualidade das folhas. Para obter uma maior produtividade, deve-se realizar o corte das folhas a cada 40 dias. Pode ser atacada por cochonilhas de raiz. É indicado o plantio desta espécie em curvas de nível para conter a erosão

Usos
Parte utilizada: Folhas.
Indicação: analgésica, antidispéptica e antiespasmódica
Forma farmacêutica: Infusão.
Posologia: 0,9 a 1,1 g de folhas seca (1 colher de sopa caseira) em 150 mL de água. Tomar 1 xícara de chá de 3 a 4 vezes/dia.
Contraindicação: não há dados na literatura
Interações: não há dados na literatura

Bibliografia
BOTSARIS, A. S. As fórmulas mágicas das plantas. 3. ed., Rio de Janeiro: Nova Era, 2002. p. 300.
CARVALHO, A. C. B.; SILVEIRA, D. Drogas vegetais: uma antiga nova forma de utilização de plantas medicinais. Brasília Médica, v. 47, p. 218-236, 2010.
MATOS. F. J. Plantas Medicinais: guia de seleção e emprego de plantas usadas em fitoterapia no nordeste do Brasil. 3. ed. Fortaleza: Imprensa Universitária UFC, 2007, p. 394.
PEREIRA A. M.S. et al., Formulário de Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3a Edição. São Paulo: Bertolucci. 2020. 468 p.
PEREIRA A. M.S. et al., Formulário de Preparação Extemporânea. 2a Edição. São Paulo: Bertolucci. 2020. 263 p.
PEREIRA A. M.S. et al., Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. 3a Edição. Ribeirão Preto: UNAERP, 2011. 280 p.

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