Horto de Espécies Medicinais, Alimentícias e Condimentares da Faculdade de Ceilândia

Carqueja

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Botânica
Nome científico: Baccharis trimera (Less.) DC.

Nomes populares: Carqueja, carqueja-amarga, carqueja-amargosa, carqueja-doce, vassourinha, três-espigas, bacanta, cacaia, cacália amarga, confamina, iguape, tiririca-de-balaio e vassoura.

Origem: América do Sul (nativa da região amazônica, principalmente do Brasil)

Composição: na parte aérea são predominantemente: flavonóides (hispidulina, rutina, eupatorina, luteolina, nepetina, etc.), diterpenos (bacrispina, etc.), lactonas diterpênicas do tipo trans–clerodano (malonil clerodanos), estigmasterol, óleo essencial composto por pineno, canfeno, limoneno, acetato de carquejilo, carquejol, â-ocimeno, ledol e uma saponina derivada do ácido equinocístico.
No sistema radicular estão presentes: diésteres terpênicos relacionados com o carquejol.

Cultivo
Época de plantio: Estações da primavera e do verão (setembro a janeiro).

Propagação: Por sementes e estacas.

Adubação: Sol pleno, preferencialmente em solo fértil e que seja enriquecido com material orgânico. Deve ser regada regularmente em intervalos periódicos.

Habitat: Adapta bem a vários tipos de solo, crescendo abundantemente em regiões de campos e pastagens. Por ser uma planta perene e nativa de campos de altitude, suporta ambientes abertos, onde há vento e uma certa escassez de água.

Época de colheita: 6 meses após o plantio

Condições de manejo: Sem restrições, pois possui baixa toxicidade, mas cuidadosamente e sempre lavando as mãos depois de tocá-la.

Usos
Parte utilizada: Caule modificado (folhas)

Indicação: Como auxiliar no alívio de sintomas dispépticos – melhora a digestão, combate os gases, dor ou desconforto na parte superior do abdômen, sensação de queimação no estômago, inchaço abdominal, etc.

Forma farmacêutica preferencial: Decocção e tintura.

Posologia:
Decocção: 0,2 a 0,3g em 150 mL de água. Tomar 1 xícara duas a três vezes ao dia. Tomar 30 minutos antes das refeições.
Tintura: 10g em 100 ml de álcool 70%. Colocar em maceração por 20 dias, mexendo uma vez por dia. Depois filtrar e armazenar em frasco ambar. Tomar de 3 a 9 mL da tintura, diluídos em 50 mL de água, duas vezes ao dia

Contra indicação/ precaução: Contra Indicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação, durante a gestação, lactação e para menores de 18 anos. No caso do uso da tintura, deve ser restrito, no máximo, a duas semanas. Pode causar hipersensibilização, hipotensão arterial ou distúrbios digestivos, quando em uso prolongado. Uso por tempo maior que 3 meses, pode provocar leucopenia (baixo nível de glóbulos brancos no sangue).

Interação medicamentosa ou com alimentos: Evitar o uso concomitante com anti-hipertensivos e hipoglicemiantes. O uso da carqueja concomitantemente a inibidores da síntese de proteína (tetraciclina, cloranfenicol e netilmicim) também acarreta uma interação agonista.

Bibliografia
BRASIL. Formulário de fitoterápicos da Farmacopéia Brasileira. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2ª ed., p. 45-47, 2021.

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Carqueja. Embrapa. Corumbá – MS, 2006.

SALA DE IMPRENSA. CPQBA desenvolve cultivar de carqueja. Portal Unicamp – Universidade de Campinas. São Paulo, 2007. Disponível em: <https://www.unicamp.br/unicamp_hoje/ju/fevereiro2007/ju349pag09.html> Acesso em: 23 de março de 2022.

KARAM, T.K.; DALPOSSO, L.M.; CASA, D.M.; DE FREITAS, G.B.L. Carqueja (Baccharis trimera): utilização terapêutica e biossíntese. Rev. Bras. Pl. Med., Campinas, v.15, n.2, p.280-286, 2013.

PORTAL AMAZÔNIA. Carqueja, a planta medicinal que auxilia na regulação da pressão arterial. Redação do Portal Amazônia, 2021.

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